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Biografia
Ricardo
Barradas
"A sede de conhecimento sempre me
impulsionou”. É assim que o marchand, curador,
consultor, ativista cultural, avaliador e advogado
autoralista carioca, Ricardo Vianna Barradas, resume sua
trajetória profissional dedicada, em sua maior parte, a
arte e a cultura.Na
infância, nos subúrbios cariocas da Consolação e Gamboa,
estabeleceu seus primeiros contatos com a arte pelo
artesanato, canto orfeônico e através de instrumentos
musicais como piano e violão. Provavelmente esse
interesse musical veio na esteira da tradição familiar.
Seu avó, Acácio e seus tios Alcina e Alexandre Barradas
eram músicos e acompanharam grandes nomes da cultura
popular brasileira na era dourada da Rádio Nacional e da
rádio Mayrink Veiga tais como Cauby Peixoto, Ângela
Maria, Francisco Alves, Noel Rosa e Dalva de Oliveira
entre outros.Durante parte de sua adolescência viveu em
Manaus e nesse período dedicou-se as artes plásticas.
Moacir Andrade, famoso artista amazonense, foi seu guia
enquanto se desenvolvia no aprendizado da pintura a
óleo, guache, tempera e aquarela.
Foi também na Amazônia que
sempre em busca de autoconhecimento participou de várias
celebrações xamânicas e rituais da cultura indígena,
folclore e lendas nativas da população ribeirinha da
Grande Floresta. Recebeu seus primeiros conhecimentos da
filosofia Indú, Vedanta, Budista e Yogue e Meditação
Tendoista Nipônica. Iniciou inclusive estudos
metafísicos, teosóficos e metalingüísticos ligados aos
princípios da Grande Fraternidade Branca Universal e
princípios alquímicos medievais. Durante essa parte de
sua vida conheceu conceitos práticos da geologia e
gemologia extrativista, universo das gemas preciosas
encontradas nos rios e a rotina dos garimpos. Tornou-se
“capangueiro” e selecionador de gemas. Logo a seguir
iniciou-se na arte do talho, da lapidação de diamantes e
esmeraldas pelos ensinamentos do renomado lapidário Zyr
Cuzattis. Em mais uma derivação das Artes Plásticas, seu
interesse pela arte joalheira o levaria anos mais tarde
a trilhar e fecundar novos caminhos.
Gradua se com louvor no
curso de Direito da Universidade Gama Filho e passa a
integrar o quadro da OAB-RJ. Durante seu período
acadêmico participou e militou ativamente no Projeto
Rondon tanto em sua versão nacional como regional e em
outros movimentos em prol da cidadania, soberania
nacional e inclusão social. Participou também neste
período da primeira versão do ensino a distância em uma
parceria pioneira entre a Universidade UnB de Brasília e
a Open University of London. Buscando sempre mais e mais
conhecimento, dedicou-se a movimentos assistencialistas
de base ligados a Arquidiocese de São Sebastião do Rio
de Janeiro e algumas ordens religiosas. Tornou-se
atuante nas pastorais do jovem, da criança, penal e da
terra. Participou da Comissão Pró-Índio, um dos
primeiros movimentos de defesa da Amazônia, lugar onde
está enterrado um pedaço de seu coração. Realizou com o
Padre Max Rodrigues na década de 1970, projeto pioneiro
de Arte Pública na Zona Oeste do Estado do Rio de
Janeiro, em parceria com a Rio Arte e a Prefeitura do
estado, durante a gestão do renomado intelectual Gerardo
de Mello Mourão, objetivando levar a Arte Contemporânea
as comunidades de baixa renda via obras de arte sacras
nas Igrejas Católicas da região.
Arte e filosofia, arte e
simbologia, arte e teosofia, profano e sagrado, arte e
cultura, arte como modo de vida. E mais uma vez a arte o
resgata. Conheceu e tornou-se amigo de vários artistas
tais como Manoel Santiago, Sylvio Pinto, Bustamante Sá,
José Paulo M. da Fonseca, Farnese de Andrade, Sansão
Pereira, Roberto de Souza, Zito Saback, Ormezzano e em
especial do famoso artista plástico joalheiro Caio
Mourão, precursor do conceito da Arte-Jóia no Brasil e
reaprendeu o ofício da arte joalheira pelas mãos, idéias
e conceitos desse grande mestre. Ganhou durante esses
anos diversos prêmios nacionais e internacionais, como o
“Arte-Jóia” e “Jóia Arte Assinada” com varias criações,
inclusive o premiadíssimo anel Fênix. E assim como Caio
também criou troféus para algumas premiações como a
Série de Martelos para Leiloeiros e a Árvore de Natal
Brasileira, leiloada pela Casa de Leilões Sothebys, em
Nova York em uma das primeiras campanhas internacionais
para custear as pesquisas sobre a AIDS.
Curador e realizador de
diversos eventos, exposições coletivas e individuais; no
ano de 2007, em conjunto com a sobrinha-neta do artista,
participa como curador convidado da maior exposição
sobre a obra do artista Oswaldo Goeldi já realizada em
todos os tempos -“Arte em Branco e Preto”-realizada na
BM&F na cidade de São Paulo e participa do Projeto do
Artista no período de 2006 a 2009.
Hoje, vive e milita como
avaliador e consultor de obras de arte e jóias, curador,
pesquisador, jurado, cronista, produtor cultural,
intelectual, marchand e advogado na cidade do Rio de
Janeiro. A Casa Vogue Especial Arte registrou em suas
páginas, Ricardo Barradas como o primeiro marchand e
avaliador de arte a utilizar a internet no Brasil e
desde então à crônica especializada o aponta como uma
das maiores autoridades brasileiras em Arte e Cultura.
Atualmente participa e
desenvolve trabalhos relacionados à Arte e Cultura pelo
país e pontualmente na região da Zona Oeste na cidade do
Rio de Janeiro. É um dos fundadores da Incubadora
Cultural da Zona Oeste e co-participe do Projeto de
Desenvolvimento Econômico Estadual e Federa
l da região via
implantação do Pólo Metal- Mecânico e dos centros de
formação e vocações tecnológicas para o beneficiamento e
a manufatura do Aço. Foi também o primeiro marchand
brasileiro a desenvolver o modelo- Creatives Social
Networks- de acordo com o moderno conceito inglês da
Economia Criativa, buscando a inclusão social pela Arte
e a Cultura, fator único de sustentabilidade social e
cultural frente ao avanço feroz e devastador da
globalização.
“O Brasil deve
perceber se como o maior celeiro da diversidade cultural
e ambiental, pilares sustentáveis para edificação da
nova sociedade contemporânea na melhor vocação deste
tempo”
Em reconhecimento a sua
constante e ativa dedicação a Arte e Cultura no Brasil e
no exterior vem sendo agraciado ao longo dos anos com
inúmeras condecorações, títulos e homenagens.
Recentemente, com a Medalha Major Portugal, pela
passagem do bicentenário de fundação da PMERJ (Policia
Militar do Estado do Rio de Janeiro); com a Medalha
Brava Fibra de Herói, pelo CBMERJ (Corporação Militar do
Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro); com a
Medalha de Mérito
Cultural JK
-
Juscelino Kubitschek
e a Medalha Deputado General Euclydes Figueiredo. O
renomado Cercle Universel dês Ambassadeurs de La Paix
com sede em Genebra na Suíça o agraciou com o titulo de
Embaixador Universal da Paz.
Recebeu também a homenagem da Loja Maçônica Grande
Oriente do estado do Rio de Janeiro,
o título de
cavaleiro da Soberana e Antiga Ordem da Legião dos
Cavaleiros do Bem, Missão Ecumênica Luz do Redentor; a
Medalha Comemorativa de Instalação do GOB e a comenda e
o título de oficial supremo da
Legião dos Cavaleiros
Seguidores de Don Gonçalo Mendes da Maia,
O Lidador, da cidade
do Porto em Portugal.
Por mais que a cultura
seja seu objetivo maior, é a arte, em particular as
artes plásticas e visuais, o universo mais próximo desse
sempre contumaz pesquisador. Seguindo desde cedo seu
conceito agregador social, fruto de pensamento
intuitivo, percebeu que a unidade cultural nacional só
poderia ser alcançada com o enlace do mítico adormecido
com o já socialmente estabelecido. Partindo da interação
do universo das artes clássicas delineadas pelas
academias e escolas de arte, busca cada vez mais
desenvolver a ponte para o registro das práticas
culturais populares, folclóricas, religiosas e
simbólicas em um universo mágico e mítico, desenvolvido
e criado por artistas, intelectuais, artesões, e
seguidores anônimos (pessoas comuns que perpetuam às
centenárias tradições populares), constituindo assim a
rica e tão cobiçada diversidade cultural brasileira:
índia, branca, negra e cabocla.
Ricardo Barradas, algumas
vezes é considerado um visionário muito além de seu
tempo tanto por trilhar novos caminhos pela cultura,
como por seus adiantados ou até mesmo proféticos pontos
de vista, exteriorizados livremente em suas idéias,
conceitos e frases. Rio de Janeiro em 1968
exemplifica bem esta atitude:
“O Brasil, não é uma
raça, é a união de todas, lutando com amor".
Sempre em defesa de um
Brasil forte e soberano participa ativamente de projetos
ligados ao desenvolvimento artístico e cultural
nacional. Por estas idéias e ideais, o advogado e
marchand recebeu em 2009 o convite para fazer parte da
Liga da Defesa Nacional, entidade cívico-cultural
brasileira fundada em 1916 por um grupo de intelectuais,
tais como Pedro Lessa, Miguel Calmon, Olavo Bilac e
Wenceslau Braz sob a presidência do grande jurista Rui
Barbosa.
Hoje integra a função e o cargo de Diretor de Projetos
Cívicos e Culturais, outorgado pelo Dr. Joarry Baptista Santos, e pela Vice-Presidente Executivo
Dra. Mirian Kátia Perolla, na Diretoria do Estado do Rio
de Janeiro, da Liga da Defesa Nacional,na exaltação do
Fogo Simbólico da Pátria,e dos Valores Culturais
edificadores da identidade brasileira.
"Amai para
entendê-las! Pois só quem ama pode ter ouvido capaz de
ouvir e de entender estrelas". (Olavo
Bilac)
"My
search to acquire a large range of knowledge has always
guided my walk of life.” That’s how, Ricardo V. Barradas,
marchand, curator, evaluater, cultural activist and
lawyer summed up his professional path, mostly dedicated
to art and culture.
In his childhood in Rio de Janeiro, Brazil, he’s set
up first contacts with art through music. Probably this
interest can be explained by family tradition, his uncle
and grandfather were both musicians and had worked with
great names of Brazilian popular culture such as Noel
Rosa.
During a while he lived in Manaus, Amazonia and has
put his back into plastic art. A famous artist there,
Moacir Andrade, guided him while he has learning about
painting techniques. It was also in Manaus that always
looking for knowledge; he took part on various kinds of
native cultural traditions and Great Florest folklore.
He has also studied about Buddhism, Yougue philosophy,
metaphysics and theosophy. It was also during these
years that Ricardo has became interested in geology and
in the universe of precious stones that can be found in
Amazon rivers and in mine routine. He’s became a
“capangueiro” and gem’s selector. Short after that, a
famous (lapidary) stone cutter, Zyr Cuzattis, has
teached him all about diamond and emerald cutting art.
His interest on “joalharia-art” would take him years
later to follow new paths.
During his academic period on Law School he took part
on Rondon Project and in other movements in favor of
citizenship, national sovereignty and social inclusion.
Always seeking for knowledge he has begun to work with
child welfare, free legal aid, ministerial office and
social welfare with some religious orders. One of his
projects was a pioneer one, with father Max Rodriguez,
Rio Art and the State Mayor; he intended to take
contemporary art to some “favelas”, poor communities
using churches space.
Art and philosophy, art and symbology, art and
theosophy, profane or sacred, art and culture, art as a
way of life. And once more, art rescued him.
He has become friends with some great plastic Brazilian
artists such as Roberto de Souza,Farnese de
Andrade,Carlos Martins,Bustamante Sá,José Paulo,Manoel
Santiago e Sylvio Pinto but especially with Caio Mourão,
who adds to that, was an important jeweler and precursor
of the concept Art and Jeweler. Ricardo has worked with
Caio and they won several national and international
prizes. One of them was a ring designed by Ricardo
Barradas and named after the bird Phoenixes. They
participated in the event Christmas Brazilian Tree in
favor of AIDS research sold by auction in Sotheby’s –
New York.
Curator and producer of a quite large number of art
expositions, in 2007 on an association with the
grandniece of the artist Oswaldo Goeldi, he embarked in
the enterprise as an invited curator. It was the most
important exbihtion that had ever happened about
Goeldi’s work- “ Black and White Art “, BM& F, São
Paulo, Brasil.Nowadays Ricardo works as curator,
avaliator and consulter of art work and jewel,
researcher, cultural producer, marchand and lawyer in
Rio de Janeiro. An edition of Vogue Art Magazine
proposed him as the first marchand in Brazil to use the
Internet and since then the specialized critic in art
indicates him as one of the greatest expert on plastic
art and culture.
At the present time, Ricardo Barradas develops a
cultural work in the city, accurately in the Oest Zone.
He was also the first Brazilian marchand to work with
the English concept _ Creative Social Network-that seeks
social inclusion through art and culture, only factor
capable of moderate the impact of globalization in
native cultures.
In order to recognize
his contributions for Art and Culture in Brazil and
internationally, he has been distinguished with some
medals and titles, one of them, Peace Ambassador given
by the reputed Cercle Universel dês Ambassadeurs de la
Paix.
Even been culture his mayor goal, it is art, however his
closest universe.
He is always working on and developing projects
associated with Brazilian art and Culture, Barradas
believes that is the best way to create a strong and
fair country. Constantly defending one sovereign and
solid country, participates in projects linked to
national cultural and artistic development. Because of
these ideas and ideals the lawyer and marchand received
in 2009 an invitation to join the National Defense
League, an organization founded in 1916 by an
intellectual group formed by important names of
Brazilian personalities such as Pedro Lessa, Miguel
Calmon,Olavo Bilac, and Wenceslau Braz, directed by the
great jurist Rui Barbosa.
“Love to understand! Only who loves is capable to hear
and understand the stars.” (Olavo Bilac).




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