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Sylvio
Pinto
Sylvio
Pinto da Silva[1] (Rio de Janeiro, 17 de março de 1918 —
Rio de Janeiro, 3 de abril de 1997) foi um pintor,
cenarista e professor brasileiro.
Biografia
Recebeu seus primeiros estudos de pintura com seu pai, o
pintor Bernardo Pinto da Silva (vulgo Pinto das Tintas,
que dividia ateliê com o pintor Garcia Bento), e no
Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro.
Conheceu e se aproximou de José Pancetti, Armando Viana,
Manuel Santiago, Bustamante Sá, Milton Dacosta, Ado
Malagoli, Tadashi Kaminagai, Yoshiya Takaoka, entre
outros. Esta convivência foi fundamental para a sua
formação como pintor. Participou do movimento artístico
denominado Núcleo Bernardelli, no Rio de Janeiro, no
início década de 1930, núcleo esse que incentivou o
movimento modernista na então Capital da República.
Em
1939, Pinto fez cenários para peças teatrais e alegorias
de carnaval para escolas de samba do Rio de Janeiro. Em
1940 fundou o dirigiu no Jacarezinho, uma pequena escola
de arte, gratuita, para crianças pobres. Em 1953-1954,
viajou a Lisboa (Portugal), seguindo depois para Madrid
e Sevilha (Espanha), logo alcançando Paris (França),
onde fixou residência por todo o tempo do prêmio de
viagem, obtido no Salão Nacional de Belas Artes.
Em
1977 viajou aos Estados Unidos e realiza importante
exposição internacional com suas obras. Em 1981 montou
um atelier em Ellenville, onde permaneceu por alguns
anos.
Em
1985, entre o Rio de Janeiro e Ellenville, lança seu
livro "Vida e Obra em depoimentos", escrito por seu
grande amigo, o crítico e pintor brasileiro, Quirino
Campofiorito.
Homenagens
Em
1988, recebeu a medalha Pedro Ernesto. A Câmara
Municipal do Rio de Janeiro, por projeto da vereadora
Neusa Amaral, aprovou por unanimidade dos vereadores, a
concessão da láurea.
Em
1989, foi agraciado com a medalha de Honra ao Mérito na
Assembléia do Rio de Janeiro pelas mãos do deputado
Cláudio Moacyr.
Em
1991, em Portugal na localidade de Constância recebeu a
medalha de Honra ao Mérito da Cultura de Portugal com a
presença do então primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva.
Em
1993, foi agraciado com a medalha de Honra ao Mérito da
Cultura de Brasília da vice-governadora Márcia
Kubitschek.
Premiações
Obteve o prêmio de viagem ao exterior, indo estudar na
França, onde realizou inúmeros trabalhos em Paris,
Sévres, e noutras cidades européias. Recebeu essa
importante premiação no Salão Nacional de Belas Artes de
1952. Participou da primeira Bienal de Arte de São
Paulo, em 1951, e foi premiado em inúmeros salões e
coletivas importantes a partir dos anos 50.
Exposições
Expôs individualmente no Brasil e no exterior. Em 1985,
integrou a mostra "100 Obras Itaú", no Museu de Arte de
São Paulo. Em 1993, o Museu Nacional de Belas Artes do
Rio de Janeiro inaugurou uma retrospectiva de sua obra.
Sua Obra
As
obras de Sílvio (ou S.PINTO, como assinava), em sua
grande maioria, procuraram retratar a alma fluminense,
suas marinhas, suas festas populares e o "modo de ser"
do povo carioca.
Nos
últimos anos de sua vida, Sílvio Pinto morou no bairro
carioca do Leme. Ricardo Barradas, Ubirajara Pinto
(filho do artista), e muitos outros marchands e artistas
reuniam-se no fim de tarde, em torno do artista e, na
prática boêmia, comum entre os intelectuais, relembravam
fatos e casos pitorescos das artes plásticas do Rio de
Janeiro.
Texto de colaboração de Ricardo Barradas para a
Wikipédia - A Enciclopédia Livre.Ricardo Barradas,é
curador e consultor do Projeto Sylvio Pinto.
mais informações:
http://www.sylviopinto.org
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